1º ENCONTRO INTERNACIONAL

da FAMÍLIA de AVRAHAM KASJUSZ
1998 BRAZIL

Duzentos e quinze primos reunidos neste 1º ENCONTRO ...

Duzentos e quinze primos reunidos neste 1º ENCONTRO ...

A faixa de saudação O banner

A faixa de saudação

O banner

A única neta

A única neta

  Acendendo as velas   Orando

Acendendo as velas

Orando

O kiddush do vinho

O kiddush do vinho

A neta e os bisnetos

A neta e os bisnetos

Os trinetos

Os trinetos

Os tetranetos

Os tetranetos

Os agregados

Os agregados

As Sonias & As Raqueis

As Sonias

As Raqueis

O bingo

O bingo

A gincana

A gincana


Encontro de gerações

mostra a força da família

Déborah Marmelsztejn

O Universo sorriu no 1º Encontro Internacional da Família Kasjusz. Gente de todas as partes do mundo veio celebrar este tão esperado encontro: do Chile, nossa tia Rosita de 84 anos; da Colômbia, a prima Tânia; da Itália, Paulette e família; de Israel, Guisa e seu filho. e dos Estados Unidos, a calorosa presença dos irmãos, agregados e sobrinhos de Max Cassius, além da Kátia diretamente de Miami. No Brasil pessoas do Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba, encontrando-se no Clube dos 500, no final de semana inesquecível de 21 a 23 de agosto de 1998, que reuniu mais de 200 pessoas.

Logo que chegamos, Sexta-feira, o cocktail foi servido, enquanto conhecíamos, encontrávamos pedaços de nossas vidas. Duzentos e quinze pessoas, todas da família. Inacreditável!!! Um misto de euforia e nostalgismo instalava-se no ar, trazendo a promessa de que aquele seria um fim-de-semana único. Quanta gente! Que delícia revisitar minha infância, ver quanta coisa e quanta gente tinha mudado, conhecer pessoas de quem eu só ouvia o nome, ver os filhos dos filhos, sentir que tudo isso era tão vivo!

No jantar, as velas nos esperavam ao lado de uma linda chalá gigante, preparada pela tia Jacqueline, rodeada de chalás menores preparadas por outras primas. Tia Rosita acendeu as velas do Shabat, enquanto o "coral paulista" regido por Mauro Wrona, cantava Shalom Aleichem.

Era apenas o início...

Era estranho olhar em volta e saber que todos ali estavam unidos por um laço invisível. Cores, crachás, estrelas, gente com cara desconhecida, outros com cara conhecida (Nossa! Você é a cara da tua mãe!), e uma melodia comum que unia todas as histórias ali presentes: a música da TRADIÇÃO.

Não importava o que era ou quem era, mas o que a gente sentia era uma emoção que enchia os olhos e o coração. Dos 84 anos da Tia Rosita (Chile), aos quatro meses da Anne Cassius (USA), a história se perpetuava nos sabores e dissabores da vida.

Depois do jantar, muitas aventuras: o discurso de Jacques Wrona ("Este é um momento ímpar. Guardem isto, pois é amor o que vocês estão vendo hoje"); a história viva contada pelo Moe Cassius, com personagens de verdade que a gente conhecia; a emoção estampada no rosto do Vitalis e Mathusalem, que tiveram a inspiração e o empenho de fazer acontecer este momento; o Sociodrama preparado por Sonia (Wrona) Marmelsztejn (uma das quatro Sonias), que nos ajudou a entender (e/ou confundir) os galhos da nossa árvore; a carta da Guenha Catran lida por Alberto Casiuch e ... o minuto de silêncio: a lembrança dos ausentes, que se faziam tão presentes naquele momento. Pessoas queridas, que tiveram sua passagem nesta vida, e que nos deixaram seus legados e ensinamentos de alegria, força e amor.

No Sábado, muitos acordaram com o galo cantando (pena que o fuso horário deste galo não seguisse o ritmo normal do amanhecer, pois às 4 horas da manhã ele já estava todo animado!). Enfim, com ou sem galo, todos queriam aproveitar o dia. Torneios, esporte, aula de culinária, aula de dança judaica (Lorena estava demais!), a gincana das crianças procurando crachás coloridos, piscina (de biquini e de roupa - mas cuidado para não molhar o crachá!) e, uma visita ao Túnel do Tempo - mas este é um capítulo à parte.

O Túnel do Tempo era a história viva, que renascia dentro de nós, ao olhar fotos, painéis, escritos, cartas, convites, enfim, retalhos de muitas vidas que se encontravam e se entrelaçavam naquele espaço: "Olha só o noivado dela!" ou "Advinha quem é a garotinha da foto " ou "Olha você aqui! Você se lembra desse dia?" ou "Este tio eu não conheci! " ou "Quer dizer que a minha bisavó era prima de primeiro grau da sua avó?" E assim era. O TEMPO tinha outra dimensão: vida e morte eram quase a mesma coisa, pois a história continuava através de nós, embora a nossa presença marcasse para sempre as pessoas queridas de nossa família. Eu pensava nas pessoas que não estavam mais lá - em especial, na minha avó Ester (Kasjusz) Wrona e no meu tio querido Milton Wrona. Sentia o quanto eles estavam presentes dentro de mim e sabia que eles continuariam vivos enquanto eu vivesse. E assim eram todos os presentes. Cada um com a sua história, alegrias e tristezas, mas algo havia em comum: estávamos todos ali naquele momento, de alguma forma celebrando a vida e homenageando aqueles que nos deram à vida: avós, pais, filhos, tios, primos, maridos, esposas. Tudo era uma passagem., como símbolo desta história, marcando para sempre este encontro, acontecia em outra sala um grande empreendimento: liderado pela (pouco teimosa) Sonia (Wrona) Marmelsztejn , um grupo de voluntários não desistiu (ainda bem!) de terminar a árvore genealógica da família. Prestigiando o tamanho da mesma - ela media nada mais que 16 metros de comprimento - verdadeiro acontecimento. Quadrados = homens; círculos = mulheres; rosa = descendentes diretos; verde = agregados (para quem não gostou de ser chamado de agregado, não se ofenda: vocês são fundamentais!. Na visita à árvore, ouvia-se comentários do tipo: "Ah! Agora eu entendi" ou "Como estou em dois lugares ao mesmo tempo?" ou "Como assim? Eu sou de duas gerações?" ou " O tio casou com a sobrinha?" e por ai ia ...

A noite chegou e trouxe consigo outra grande surpresa. Tendo o Mauro Wrona como anfitrião e apresentador, iniciamos após o jantar o Show dos "Nossos" Talentos. Bom, com tanta gente, há de se esperar encontrar talentos "na família". Mas o mais legal de tudo foi o espaço que se abriu para que cada um pudesse se expressar. Piano, violão, canto, piada, jovens, crianças, homens, mulheres, enfim, a possibilidade de compartilhar. Muitas pessoas se juntaram para formar um coral: os cariocas da família de Jayme Casiuch, cantando (e demonstrando) seu hino, Harmonia; Os Demônios da Polônia, formado pelos netos de Ana Wrona cantaram a história da imigração e o coral dos Bi-galhados, estreando pelos netos de Bernardo e Ester Wrona cantaram "Eu sou meu próprio avô". Risos e risos.

Realmente, a família é animada. Outros momentos foram mais de emoção do que de risos:o piano da Raquel Casiuch, Michel Siekierski e o jovem Breno Casiuch que todos se levantassem para cantar o Hino de Israel. Diana M. Dubner com sua voz e ternura de criança. Patrícia (Moritz) Heilberg com o violão no colo e seu sorriso maroto. E a dupla inesquecível de Camila Gasko e Helena Rosenthal - que talentos! Laura Rosenthal também mostrou sua voz, temperada com humor e improvisação no palco. Miroel Gasko e Pedro (isso que é entrar pra família) com o violão e a voz inacreditável da Helena também deram um show. Mauro Casiuch ia mexer as orelhas, mas mudou de idéia. Rimos mesmo assim. E no final, fechando com chave de ouro, a Lorena e a Janice conseguiram juntar todos em roda dançando a música hassídica do "oi, oi, oi" (que era o mais importante da dança!) .

Tarde da noite, apesar do sono, queríamos aproveitar. Na sessão de vídeos, lembranças de pessoas de um tempo que não volta mais. O tempo de hoje também não volta amanhã. Que possamos vivê-lo com alegria, com toda a sua dimensão. Finalmente, dormir. Uns dormiram um pouquinho antes do galo cantar (aquele mesmo galo desnorteado do dia anterior) acordar foi difícil.

Domingo, um gosto de despedida se aproximando. Inesquecível mesmo foi a hora (ou melhor, as horas) das fotos. Simplesmente não cabia todo mundo. "Sobe aqui, desce ali"; "Não aguento mais ficar de joelhos"; "Mãe, quero ir brincar, posso sair?"; "Dá licença pra ela entrar aqui!" ... Era muita gente. Teve a sessão especial dos agregados (assim chamados mas não assim sentidos). E o episódio dos netos (Mas ... e quem era de duas gerações ao mesmo tempo?). Foi uma grande confusão. Eu ficava imaginando as próximas gerações olhando estas fotos um dia, assim como nós olhamos para as fotos antigas dos nossos avós e bisavós. Era o registro de um instante, enquanto a vida passava ...

A organização do evento continuou dando mostras de excelência.

Questionário para preencher - uma das perguntas era: "você gostaria de repetir este evento?" . Onde? Quando? Espero, do fundo do coração que ele possa se repetir por muitos e muitos anos. O mundo é grande para nos receber. E que os filhos dos filhos continuem esta iniciativa, cheia de beleza e magia. Foi um encontro e tanto. E certamente, essa história vai ficar na História ...

A todos, VALEU!


 

Esperamos por você!!!